Não quero aqui falar sobre os aspectos das drogas sobre o enfoque policial e/ou criminal, pretendo falar sobre o aspecto economico e mercadológico da droga.
Regras do mercado são claros: se existe mercado para um produto ele vende e dependendo da oferta, distribuição e preço, consegue vender e bem. As drogas sempre se formaram um mercado à parte da formalidade da população, todos os povos, desde os antigos, até os atuais consumiram ou traficaram algum tipo de droga.
Mas o que impressiona hoje, foi a questão da logistica e distribuição que os centro produtores e os traficantes (distribuidores) conseguem fazer com que o produtos cheguem sempre ao seu local de consumo.
Grandes empresas mundiais hoje não tem a logistica e a distribuição que a droga consegue, e qualquer que seja o tipo da droga consegue estar pronto para o consumo em qualquer lugar. Um principio de economia chamado Utilidade Marginal acaba por explicar porque que algumas drogas viciam mais cedo do que outras.
Esse princípio enuncia que cada unidade sucessiva de um determinado bem adiciona menos satisfação do que aquela proporcionada pela unidade anterior. A satisfação proporcionada pela aquisição de cada unidade de qualquer bem é sempre inferior à propiciada pela aquisição da unidade anterior.
A "fissura" que cada unidade da droga proporciona ao viciado é sempre descrescente, a neuroquimica do cérebro é alterada e para que a satisfação conseguida na primeira dose, acrescenta-se mais outra unidade para tentar fazer que consiga o mesmo resultado.
Quanto mais unidades de droga são acrescentadas menor é a satisfação e maior o risco de danos fisicos, mentais e psicológicos.
Quem diria, que por um conceito econômico eu poderia explicar os riscos da overdose?
Então estamos conversados, droga tem também uma explicação econômica para seu consumo e para sua curva de risco.















