23 de setembro de 2008

Saúde: Desinteresse profissional pode ser Burnout.

Síndrome confundida com depressão já é reconhecida como doença ocupacional




Parece preguiça, mau humor ou indisposição crônica, mas pode ser a Síndrome de Burnout, também conhecida como Síndrome do Esgotamento Profissional. Ainda pouco conhecida pela população, mas já incluída na CID, Classificação Internacional de Doenças, é reconhecida pelo Ministério da Saúde como doença ocupacional.

Burnout é um distúrbio que se manifesta no ambiente de trabalho através de sentimentos de desgaste emocional, falta de realização profissional e em comportamentos que levam ao distanciamento da clientela podendo, em último caso, afastar o trabalhador de sua atividade. Na Ulbra Canoas, duas professoras do curso de Psicologia integram uma rede internacional de pesquisadores de Burnout. Em julho deste ano Mary Sandra Carlotto e Sheila Câmara, estiveram na Universidade de Valência, na Espanha, para a prime ira fase de seu pós-doutoramento em Psicologia. Lá apresentaram os resultados da pesquisa realizada para validar no Brasil os instrumentos aplicados em países de língua espanhola e portuguesa para diagnóstico da Síndrome de Burnout.

Orientadas pelo professor da Universidade de Valência, Pedro Gil-Monte, doutor em Psicologia, Mary Sandra e Sheila traduziram a escala de avaliação e aplicaram em professores de Canoas e Porto Alegre. De acordo com Sheila os resultados comprovaram a eficácia da utilização do instrumento no Brasil. A mesma pesquisa é realizada em outros países da Europa e América Latina. A próxima etapa do trabalho, segundo Mary Sandra, é ampliar a mostra aplicando o instrumento em professores de Porto Alegre e de outros estados brasileiros.

As professoras destacam a importância do instrumento para a identificação de Burnout, em termos de prevalência e fatores de risco, possibilitando intervenções para prevenir ou intervir no processo, principalmente por ser bastante relacionada com a depressão. A solução do problema, segundo as psicólogas pode estar no próprio ambiente de trabalho, ou seja, na organização da empresa e na gestão de pessoal. É a organização do trabalho que deve mudar.


Fonte : Felipe Vieira 


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